Nossa Esperança: 9. O que eu faço com tudo isso?
- Gile
- 20 de dez. de 2025
- 8 min de leitura
Atualizado: 21 de dez. de 2025

Após ler sobre tudo isso, você pode estar um pouco confuso ou tentando processar todas essas informações. Eu sei, é muito para pensar. Há um turbilhão de coisas em sua cabeça. Mais importante do que compreender o significado dessas profecias, é saber o que fazer com tudo isso.
Se isso não muda sua forma de ver o mundo e como você age, as escolhas que toma em seu cotidiano; então, de nada adiantou aprendê-lo.
Se aprender tudo isso não trouxer nenhum impacto em sua vida diária; então, foi completa perda de tempo.
E tudo isso só vai mudar sua vida e trazer-lhe esperança, se você tiver um relacionamento pessoal com Cristo.
Muitas pessoas pensam que derrotarão o sistema espiritual maligno, que governa o mundo desde os dias de Caim, por meio de política ou ação civil organizada. Eles realmente acreditam que podem vencer o diabo e seus súditos na base da violência ou intelecto. Eles pensam que o diabo quer a presidência do país ou mais dinheiro para sua causa; contudo, ele não quer. Ele já tem o governo político e mais dinheiro do que você possa contar.
Portanto, os que pensam poder derrotar o mal neste mundo por seus próprios esforços estão completamente equivocados.
Primeiro, porque o mal não pode ser convencido a desistir. Não se trata de uma questão intelectual.
Segundo, porque ele não quer vencer a próxima eleição. Ele já tem o governo do mundo político! Os reinos deste mundo estão sob a posse – ainda que ilegítima – do mal!
Se quer vencê-los, deve fazê-lo negando o que eles querem. Eles não querem os governos do mundo, eles já os têm. Eles querem o trono dos nossos corações. E isso eles não podem tomar, mas esperam que nós voluntariamente os entreguemos a eles através das distrações e enganos que criaram.
É uma batalha espiritual que começa com como usamos nosso tempo. Aquilo a que mais dedicamos tempo, mostra o que mais valorizamos. É hora de dedicarmos mais tempo a Deus e menos a outras coisas fúteis e temporárias, que a traça consome e a ferrugem destrói. Ouça o conselho de Jesus em Mateus 6.19-21:
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
O que você está acumulando?
De que forma tudo o que aprendeu aqui pode tornar-se motivo de esperança?
Invista tempo lendo a Bíblia e orando. Peça a Deus que dê a você o entendimento para compreender Sua Palavra.
Quando refletia sobre sua missão a serviço de Cristo, Paulo deu-nos palavras poderosas para nos guiar em tempos de escuridão, como os que agora vivemos:
Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus: o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim. (Colossenses 1.24-29)
“Cristo em vós, a esperança da glória” (v. 27). A esperança dele e dos colossenses não poderia ser destruída por governos corruptos, perseguição ou mesmo pelo próprio demônio. Eles tinham uma firme esperança: Cristo vivendo neles. E o Espírito Santo, que neles habitava, alimentava suas esperanças de um dia ir habitar para sempre com Deus!
E você, qual sua esperança?
Paulo, mais uma vez, põe mais um fragmento de madeira na fogueira da esperança em nossos corações e alimenta nossa fé com a verdade:
Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. (Romanos 8.18-25)
— “Mas eu não posso vê-lo!” – talvez, você indague.
Não se preocupe, Paulo responde seu questionamento:
— “A esperança que se vê não é esperança; o que alguém vê, como o espera? Mas se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos” (v. 25).
Siga o exemplo de Abraão, nosso pai na fé, que não viu com seus olhos o cumprimento das promessas de Deus; mas creu. E, mesmo após sua morte, elas vieram a cumprir-se:
Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito:
Assim será a tua descendência.
E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. (Romanos 4.18-21)
Lembre-se: Deus é poderoso para cumprir o que nos prometeu! (v. 21). E não apenas poderoso, mas fiel!
A questão aqui é: você confia em Deus? Você acredita que a Bíblia é a verdade? Não apenas uma verdade, mas a única?
— “Será que Deus se importa comigo? Será que Ele ouve minhas orações? Tenho tantos problemas, tantos pecados, tantas questões do passado mal resolvidas – será que ele pode me perdoar?”
Outra vez, Paulo pode resolver suas dúvidas:
Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito:
Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8.31-39)
"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (vv. 25-27).
“Quem nos separará do amor Cristo?” (v. 35)
NINGUÉM! NÃO HÁ UM ÚNICO SER QUE POSSA FAZÊ-LO!
“Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (v.31)
NINGUÉM!
A misericórdia de Deus é a causa de não sermos consumidos. Ela vai além do que você possa imaginar:
Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Mostrarás a Jacó a fidelidade e a Abraão, a misericórdia, as quais juraste a nossos pais, desde os dias antigos. (Miquéias 7.19,20)
Se ainda não tem essa esperança, este é um momento apropriado para obtê-la. Ela lhe é oferecida gratuitamente por meio da obra substitutiva de Cristo. Ele assumiu o seu lugar e pagou a sua dívida para com Deus. Agora, basta negar a si mesmo e segui-lo. Obedecê-lo e permanecer nEle até o fim:
E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. (Colossenses 2.13-15)
Depois de deixar sua velha vida de pecados, não poderá olhar para trás. Apenas siga adiante, sempre após as pisadas de Jesus:
Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3.13,14)
Vai lhe custar tudo, mas você alcançará mais do que jamais imaginou:
Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos. (Lucas 9.23-26)
Esta decisão não pode ser apenas estudada e compreendida, mas deve ser vivida. Precisa ser experimentada. Faça isso agora mesmo, caso ainda não o tenha feito. Dobre seus joelhos, feche seus olhos, e diga a Deus:
“Querido Senhor, reconheço que sou um pecador. Eu O ofendi vivendo longe de Tua vontade. Eu O magoei e mereço a condenação eterna. Mas creio que Jesus é o Salvador do mundo, que Sua obra na cruz perdoa – de uma vez por todas – os meus pecados. Por isso, eu O recebo como meu salvador e senhor. Eu prometo segui-lo todos os dias da minha vida, e buscarei obedecê-lo de todo o meu coração até que o encontre pessoalmente no céu. Obrigado por Seu perdão e graça. Daqui em diante, ensina-me a amar como Tu amaste-me, a servir como serviste a todos. Ensina-me a ser como Tu és. A Ti seja a glória, hoje e para sempre. Amém!”
Não são palavras bonitas que importam quando você fala com Deus em oração, mas a sinceridade com que se dirige a Ele:
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. (Jeremias 29.11-13)
E saiba ainda:
Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (1ª Coríntios 2.9)
Esta é a nossa esperança! Vem, Senhor Jesus!




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